sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Apresentação





APRESENTAÇÃO

Este é um projeto que propõe um resgate histórico importante dos primeiros habitantes do país: o dos povos falantes das línguas JÊ do Brasil.

Reconhecido como o segundo grande tronco lingüístico do Brasil em número de povos falantes, atrás apenas dos povos da língua Tupi-Guarani, eles se especializaram em viver nas imensas savanas (Cerrados) do Brasil, que ocupam cerca de dois milhões de quilômetros quadrados na região central do país. Isso não impediu, entretanto que, pressionados pelo avanço das frentes colonizadoras, adaptassem seus modos de subsistência a outros biomas como as florestas Atlântica e Amazônica.

Considerados nômades, caçadores e coletores, os povos do tronco Jê eram exímios guerreiros, resistiram bravamente à invasão de seus territórios, só recuando quando se tornava impossível barrar o inexorável avanço colonizador, amparado pelas armas de fogo e disseminação de doenças. São muito freqüentes na historiografia nacional as lutas de resistência dos Kayapós, dos Kaingangs e dos povos da família Timbira, entre outros.

Apesar de inicialmente terem sido considerados pelos pesquisadores como povos “atrasados” em relação aos Tupi-Guaranis, por não dominarem as técnicas da cerâmica e da tecelagem em algodão, surpreenderam a todos quando as pesquisas antropológicas apontaram para as elaboradíssimas organizações sociais que construíram.

Hoje, confinados em terras demarcadas pelo governo, encontram dificuldades para exercitarem em sua plenitude o sistema nômade (ou semi-nômade, como interpretam muitos antropólogos), sendo obrigados a se adaptarem a estilo de vida que se torna cada vez mais gregário. Considerados, entretanto, como ferrenhamente tradicionalistas, continuam lutando para manterem o quanto possível suas organizações sociais e o estilo de vida dos antepassados.

Este projeto será realizado em parceria entre a associação União das Aldeias Apinajé – PEMPXÀ e ASJOR – Associação da Vila de São Jorge, sendo a primeira a proponente e a segunda executora.

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